A Alemanha é fascinante – já escrevi a respeito neste blog. Do ponto de vista econômico, chega a ser uma fênix. Afinal, em pouco mais de 40 anos, ressurgiu duas vezes. Em 1945, com a derrota na Segunda Guerra Mundial, a Alemanha era terra arrasada - literalmente. As cidades estavam destroçadas e a economia em frangalhos. Era preciso recomeçar.
Foi um duro recomeço, confidenciou um amigo de Odenthal, cidadezinha aconchegante entre as montanhas, perto de Colônia. O pão era a base – muitas vezes solitária – da alimentação. O governo decidira criar uma nova moeda. Surgia o marco alemão. Cada cidadão recebeu 40 marcos, disse meu amigo. “Desde então, nunca ganhei em um ano menos do que ganhara no ano anterior”, falou. Em tempo: ele é engenheiro agrônomo aposentado.
Não é tarefa para qualquer um renascer desta forma e ingressar num trilho de desenvolvimento a ponto de se colocar em poucos anos como a maior economia do continente – e estamos falando da Europa!
Mas a Segunda Guerra deixou também sequelas profundas, que literalmente dividiram o país. A parte oriental ficou sob domínio soviético, formando uma nova nação. Na então capital, um muro escancarou essa fratura. Durante quatro décadas, o Muro de Berlim foi o símbolo de um mundo dividido entre capitalistas e socialistas; foi o símbolo de uma sociedade ferida, marcada pela intolerância e – por que não dizer? – pela ignorância. Foi o símbolo de uma época de medo.
Há exatos 20 anos, porém, o Muro de Berlim caiu. Derrubado pelo povo. A Alemanha voltava a ser uma só nação. Mais uma vez, o país se viu diante da necessidade de recomeçar. Mais uma vez, a economia era ponto chave. Durante os tempos de Guerra Fria, a porção ocidental desenvolveu-se a ponto da Alemanha tornar-se uma das maiores economias do mundo. Não se pode dizer o mesmo da porção oriental. A reunificação representou aos alemães um enorme desafio.
Desde que o muro caiu, o governo decidiu subsidiar – por meio de pesados investimentos – o desenvolvimento da parte oriental do país. Era preciso, entre outras tarefas, promover a equiparação salarial e a recuperação da infraestrutura. Afinal, os 40 anos de divisão criaram um enorme abismo. Basta dizer que os carrões alemães, tão comuns de um lado da nação, eram raros do outro. Ainda hoje, vários estados da porção ocidental bancam o desenvolvimento da parte oriental.
Tão importante quanto recuperar a economia, porém, era mudar a cultura, já que toda uma geração havia sido criada sob preceitos socialistas. Numa visita à porção oriental do país em 2005, vi situações e ouvi relatos que mostram como esse momento crucial da história do século 20 se refletiu na vida dos cidadãos. Em Rudolstadt, o acaso me colocou de frente com uma jovem senhora. Chamada Helen, ela disse ser escritora. Estava no alto de um penhasco, no jardim de um antigo castelo. Falava inglês e ofereceu ajuda; em troca, ganhou uma carona.
Durante o percurso do penhasco até o hotel que indicara, Helen falou com um ar saudosista dos tempos de Alemanha Oriental. “Antes havia empregos, hoje a indústria está quebrada”, disse. A cidade fora um importante centro têxtil, que não resistiu às recém-surgidas práticas capitalistas. Todo o setor faliu – e era possível ver as velhas indústrias abandonadas.
Para Helen, a vida era melhor antes. Ela não só falava de empregos, mas do modo de vida, do modo de pensar daquela sociedade que se viu “invadida” por um novo modelo, individualista e competitivo.
Confesso que as manifestações da escritora me surpreenderam. Imaginava que me depararia com um confronto simples entre o “atrasado” mundo socialista e o “desenvolvido” mundo capitalista. Aprendi, porém, que a história não é tão simples assim. Aprendi que quem faz a história somos nós.
Se Helen tinha razão, não sei. Ela tinha as razões dela indiscutivelmente. Com sua meia idade, era o exemplo acabado da geração que nascera e crescera naquele mundo dividido. Imaginar a Alemanha como um só país era para ela e para muitos uma novidade. Era lidar com o desconhecido.O fato é que o Muro de Berlim tornara-se inadequado para aquele novo mundo que nascia ao final do século 20. Infelizmente, o século 21 chegou e muitos outros muros seguem erguidos mundo afora. Muros reais – como os que dividem EUA e México, judeus e palestinos - e muros invisíveis, como o da intolerância. Sim, há muitos muros a derrubar. Hoje, porém, é dia de brindar. No dia 9 de novembro de 1989, um muro caiu. Em Berlim.
Vidas além do muro
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Aniversariantes especiais
Dois patrimônios mundiais completaram aniversários importantes este ano. A Torre Eiffel, em Paris, comemorou 120 anos. Em Londres, o Big Ben celebrou 150 anos de história. Este carrega desde sempre o valor do tradicionalismo inglês. Já a Torre Eiffel tem uma história um tanto curiosa. Construída para o centenário da Revolução Francesa, foi alvo de críticas de moradores, que a consideraram um “monstrengo” que desfigurava a bela paisagem parisiense.
O tempo se encarregou de dar à torre – que leva o nome do seu projetista – o valor que ela merece. O tempo também fez dela e do colega britânico símbolos maiores não só de suas cidades-sede, mas de seus países. Assim, a Torre Eiffel está para a França como o Big Ben está para a Inglaterra.
Apesar disso, sempre vi com certa reticência os dois monumentos. Não que duvidasse de seus valores como patrimônio ou discutisse suas belezas; apenas os considerava “turísticos” demais, se é que existe algum mal em ser turístico. À distância, ambos me soavam como “Disneylândia”, substantivo que assume ares de adjetivo para qualificar algo como “fake” (não um falso no sentido literal e simo como algo feito só para agradar o visitante).
Tremendo engano. Subestimei o relógio e a torre – ditos assim, informalmente, para que se estabeleça uma contradição clara entre a palavra escrita e o significado embutido nela (ou, para quem gosta de semiótica ou linguística, entre significante e significado). Ambos são muito mais belos do que se imagina. Do eu que imaginava. Claro, algo não poderia à toa se tornar símbolo de países tão ricos culturalmente como França e Inglaterra.A sensação de ver a Torre Eiffel pela primeira vez, ao longe, foi suficiente para mover minhas entranhas e, de cara, derrubar tal como um terremoto todas as minhas suposições. Quanto mais perto dela eu chegava, mais me encantava. Ela é como uma bela dona, que monopoliza as atenções no centro de uma festa, que despeja seu charme, sua beleza, sua magnitude e seu poder sem que alguém possa ousar contestá-la. Não há espaço e tempo para isso. Ambos, espaço e tempo, param diante dela.
A Torre Eiffel é monumental vista de longe, de perto, de cima, de baixo. Claro que a paisagem parisiense que a cerca contribui para acentuar tudo o que ela representa, mas isto de forma alguma reduz o seu valor. Pelo contrário, o cenário acrescenta. Parece miragem, mas não é – eis o segredo da torre.Com uma funcionalidade maior do que a da torre, porém sem a possibilidade da vista às alturas, o Big Ben chama atenção por sua nobreza. Tal como em Paris, o cenário ao redor – com o Parlamento, a Abadia de Westminster e o Rio Tâmisa - acentua o brilho deste monumento, que como uma metonímia leva a parte pelo todo (o nome Big Ben na verdade é do sino e não da estrutura em si).
Belo e imponente, o Big Ben é a referência temporal e espacial dos londrinos. Se em Paris a Torre Eiffel tem a capacidade de parar o tempo e o espaço, em Londres o famoso relógio dita o tempo e o espaço.
A Torre Eiffel e Big Ben foram feitos para serem admirados, contemplados. E a contemplação exige mais do que a disposição em ver; é preciso também estar disposto a sentir.
* A Torre Eiffel recebe cerca de seis milhões de turistas por ano. Atualmente, em média, ela é palco de quatro suicídios por ano - o número já foi maior, mas medidas de segurança foram tomadas. Para saber mais sobre a torre, clique aqui.
* Três pessoas cuidam da exatidão do Big Ben. Eles dão corda no relógio três dias por semana - segunda, quarta e sexta-feira.
PS: para ver mais fotos, clique aqui.
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Girassóis pelo mundo
Viajar nos permite realizar sonhos, ampliar sonhos, ver com os próprios olhos aquilo que costumamos ver em livros e na TV. Neste sentido, viajar é sempre uma dupla jornada, física e espiritual (talvez não seja à toa que “viajar” ganhou um sentido denotativo de ir além da realidade). É difícil ficar indiferente à sensação indescritível que assola quando se tem a noção de estar num local histórico ou diante de uma obra de arte famosa.
Momentos assim trazem à tona uma série de sentimentos, pensamentos e sensações. Aciona-se a imaginação – “Como tudo ocorreu naquele lugar? Em que circunstâncias o quadro foi pintado?”. Recorre-se aos referenciais geográficos, sociais, históricos, temporais – “Isto aconteceu há 500 anos”, “Isto foi pintado há 800 anos”. É definitivamente um sentimento diferente.
É certo que nem todas as pessoas têm essa explosão de sensações; é preciso estar disposto a isso. Quem as sente, porém, sabe o valor exato de cada um desses momentos.
Quando me deparei com o quadro “Guernica” (Museu Reina Sofia, Madri), pintado por Pablo Picasso como crítica à Guerra Civil Espanhola, senti um assombro pela magnitude do trabalho. Quando estive frente a frente com a “Monalisa” (Museu do Louvre, Paris), o mais famoso (embora talvez não o mais belo) quadro de Leonardo da Vinci, fui surpreendido. Embora pequeno, o quadro é maior e mais bonito do que eu imaginava. Infeliz de quem um dia o descreveu como “um quadrinho”.
Quando vi “Os Girassóis”, de Van Gogh, na National Gallery, em Londres, parecia que estava num ambiente iluminado. É impossível descrever a cor que o quadro emana (sim, porque a cor salta aos olhos). Mal eu sabia (confesso) que havia outros “Girassóis” mundo afora. Só fui descobrir isso quando, após rir diante do uso de uma imagem do quadro no tíquete do Museu Van Gogh, em Amsterdã, achando que se tratava de propaganda enganosa, deparei-me com a obra lá dentro. Como? Dois “Girassóis”? Ou eu teria visto uma réplica em Londres? Ou a réplica estaria ali?
Somente aí descobri que Van Gogh pintou entre 1888 e 89 vários quadros semelhantes, com girassóis, para decorar o quarto do amigo Paul Gauguin, a quem convidara para estar com ele em sua casa-ateliê em Arles, no sul da França. A história a partir daí é um tanto longa (brigaram, Gauguin foi embora, etc...). O fato é que Van Gogh deixou ao mundo sete “Girassóis” – três deles com 15 flores, outros dois com 12, um com cinco e outro com três.
Hoje, cinco deles estão em museus e um numa coleção particular nos EUA (um outro foi destruído pelo fogo durante a Segunda Guerra Mundial).
Já tive a oportunidade de ver três “Girassóis” (os que estão em Londres, Amsterdã e no Museu de Arte da Filadélfia). Todos despertaram a mesma sensação de surpresa ante a beleza da obra. Uma beleza única e que paradoxalmente varia conforme a cor do quadro. Agora, resta-me correr atrás dos outros dois - eles estão em Tóquio (Japão) e Munique (Alemanha). E pensar que estive tão perto de ambos...
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Yes, I did! - Uma experiência no Turner Field
Para mim, viajar é mais que conhecer novos lugares. É experimentar sensações. Por isso, sempre que viajo procuro testar experiências que possam me aproximar do lugar onde estou, seja frequentando restaurantes, bares e cafés que os moradores locais frequentam, caminhando por onde eles caminham, fazendo compras em supermercados, farmácias e bancas, indo a jogos, etc.
Jogos. Eis a união de duas paixões, turismo e esporte. Dependendo do destino, sempre checo o calendário esportivo para ver se algum evento irá ocorrer. Foi assim que fui parar numa tarde fria de domingo no Coliseum Alfonso Peres, em Getafe, para assistir a Getafe x Barcelona pela Liga Espanhola. Assistir in loco a uma partida de uma das principais ligas de futebol do mundo foi uma emoção indescritível, que valeu cada um dos 50 euros pagos pelo ingresso. Ver de perto o Barcelona (embora eu tenha torcido pelo Getafe) foi igualmente emocionante. O jogo terminou 1 a 1.
Recentemente, deparei-me com a possibilidade de assistir a uma partida de beisebol pela liga profissional norte-americana. Fiquei entusiasmado. O jogo seria em 15 de setembro, terça-feira, às 19h10. Atlanta Braves x New York Mets. O site do Braves oferecia toda a facilidade (como é praxe nos grandes eventos) para a compra do ingresso. Bastava escolher a área do estádio em que pretendia ficar (ou seja, quanto estava disposto a pagar), solicitar uma cadeira e informar o cartão de crédito. Optei por um lugar de frente para o telão. Paguei pouco mais de 30 dólares e recebi por e-mail um código.
No dia, confesso que estava em dúvida sobre como ir ao estádio e voltar. Andando por Atlanta, descobri que o sistema de transporte público – MARTA – disponibilizava um ônibus Shuttle para os jogos do Braves. Fui eu me informar e descobri que estava a poucos passos do ponto de partida. Melhor: a passagem custaria apenas 2,25 dólares.
Cheguei ao Turner Field por volta de 17h e já havia vários torcedores lá. Na bilheteria, um guichê específico do “Will Call” (para compras pela Internet). Uma atenciosa atendente procurou o envelope com meu nome (isto mesmo, com meu nome) e lá estava meu ingresso. Na entrada, cada torcedor ganhava uma revista do jogo (isto mesmo, do jogo). Um monitor em cada portão (isto mesmo, um em cada portão) levava os torcedores a seus lugares.
A partir daí foi só curtir. Muito. Um telão fenomenal; um sistema de som empolgante, que funciona durante todo o jogo; cerveja, refrigerante e pizza por todo canto; promoções durante a partida, com prêmios para os torcedores... Em campo, um verdadeiro banho do time da casa – 6 a 0 (confesso que achei o jogo um pouco parado na comparação com o futebol, mas ainda assim curti). Adam LaRoche foi o nome da noite com dois “home runs” (quando o jogador dá uma rebatida perfeita e roda todas as bases).
O jogo terminou por volta das 21h30. Na saída do estádio, ainda sem saber que rumo tomar, vi uma placa informando sobre o ponto de táxi. Pronto, problema resolvido.
E para quem pensa que a experiência acabara, qual não foi minha surpresa ao abrir minha caixa de e-mail e me deparar com uma mensagem: “Game recap and thank you from the Braves” (isto mesmo, um feedback, um pós-venda). “Hi Rodrigo, we hope you enjoyed your recent visit to Turner Field”. O e-mail seguia com um resumo do jogo (placar, jogadas, etc), vídeos do jogo (o que ilustra esta postagem foi feito por mim), um pedido de comentário e a oferta de um desconto de 50% na compra do próximo tíquete.
Agora, diga aí: eles sabem ou não promover um jogo?
Ah, antes que eu me esqueça, preciso responder ao comentário dos Braves citado anteriormente: “Yes, I did!”
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NY400
Nova York, aquela que é considerada a capital do mundo, está comemorando 400 anos! E para celebrar a data, uma série de atividades foi organizada durante todo o ano, culminando com a NY400 Week entre 8 e 13 de setembro, a semana da celebração.
A comemoração tem um toque holandês, já que foram os holandeses que chegaram primeiro à cidade sob comando de Henry Hudson no navio Meia Lua (cuja réplica também faz parte da festa e vai ancorar em NY dia 9). Para as festividades, até uma vila holandesa foi montada perto de Battery Park.
Para quem tiver interesse em saber mais, clique aqui.
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Um passeio virtual pela Champs Élysées
Uma das vias mais famosas do mundo, junto da 5ª Avenida, em Nova York (EUA), a Champs Élysées, em Paris (França), acaba de ganhar um portal na Internet só seu. Lá estão detalhes de tudo o que há naquela que é considerada uma das avenidas mais charmosas e caras da Terra, desde os restaurantes até as lojas de grife. O objetivo dos criadores é estimular o turismo na capital francesa (como se isso fosse necessário) – o número de visitantes caiu este ano em razão da crise mundial.
Se talvez a 5ª Avenida seja imbatível no que diz respeito a compras, ninguém vence o charme de uma via que tem em sua paisagem o Arco do Triunfo. Ainda assim, a Champs Élysées é uma tentação para o bolso (seja pela vontade, no caso dos menos abastados, ou pelos gastos mesmo, no caso dos mais abastados). Lá estão algumas das mais famosas grifes do mundo, como Cartier e Louis Vitton. Ainda que você não esteja na categoria dos mais abastados, é possível fazer compras. As lojas da Nike e da Adidas, por exemplo, oferecem bons produtos a preços “normais”. Também estão na via as lojas da Disney e do Paris Saint-Germain, o time local.
Incrivelmente, a Champs Élysées tem um lado “popular”. Basta entrar nas galerias, algumas das quais chegam a ter lojas de bugigangas.
O charme da via, porém, faz dela mais do que um destino para compras; a Champs Élysées é definitivamente uma experiência. Isso significa dizer que o visitante deve subi-la e descê-la, de um lado e de outro, observando as vitrinas calmamente; cruzar a rua em meio ao movimento de Citröens e Mercedes; entrar nas lojas, checar os artigos; experimentar os cheiros e sabores; sentar em algum banco e ficar ali, parado, só observando o movimento (e que movimento!).
É indispensável jantar em algum dos muitos restaurantes existentes no local, com suas mesas na calçada repletas de turistas de todo lugar do mundo. Os preços não chegam a ser abusivos em relação ao custo de vida parisiense (que já é mais caro do que em outras capitais da Europa). Também experimente um sorvete da Häagen-Dazs (abuse das possibilidades de requinte que a loja oferece, afinal você está em Paris, na Champs Élysées).
Caminhar, comprar e comer só ajudam a sentir essa via, sem dúvida um lugar único, que carrega algo transcendental, uma sensação pela qual não se paga um só centavo – ainda que se esteja em um dos metros quadrados mais caros do Planeta Terra.


PS: o site da avenida é http://www.champselysees.org/.
Fotos: Divulgação e Álbum Pessoal
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Marcadores: Champs Élysées, França, Paris
L.A., um sonho californiano
Talvez em nenhum outro lugar do mundo um turista experimente tanto a sensação de estar literalmente num cenário de filme quanto em Los Angeles. Não que a cidade esteja tão na dianteira das locações cinematográficas históricas (Nova York não fica para trás, por exemplo), mas não resta dúvida de que o clima na segunda maior cidade norte-americana, a maior da costa do Pacífico, ajuda a reforçar a tal sensação. E não é à toa. Los Angeles é a capital mundial do cinema, é a sede dos grandes estúdios dos EUA.Uma série de fatores, históricos e geográficos, fez de L.A. uma cidade marcada pela diversidade. Sua própria topografia indica isso, já que é na verdade um conjunto de bairros ou cidades, formando um condado. Lá, latinos, chineses, japoneses, italianos e, claro, norte-americanos se misturam como em poucos lugares (talvez Nova York e São Paulo...).É difícil imaginar alguém que nunca tenha ouvido falar em Hollywood, Beverly Hills (e suas patricinhas), Melrose ou Santa Monica (assim, sem acento). As séries americanas exploraram - e exploram - à exaustão esses cenários.Por ser a meca do cinema (ou seja, a casa de astros e estrelas), L.A. se tornou uma cidade relativamente cara. Por ter uma topografia tão dispersa, a locomoção tende a ser mais difícil (o trânsito é intenso em suas ruas, avenidas e highways). Estes obstáculos, porém, estão longe de ser impeditivos aos turistas. Ao contrário, os atraem. Los Angeles, o luxo e o lixo convivem em certa harmonia.
No Brasil, L.A. – ou mais precisamente a Califórnia – foi muito cantada como a terra do lazer e do prazer. “A place to have fun”. “Garota eu vou pra Califórnia, viver a vida sobre as ondas...”. O sonho californiano, porém, exige esforços (são muitos os brasileiros vivendo na região, trabalhando duro para ganhar os dólares cada vez mais desvalorizados). A cidade está em crise, o Estado está falido (o rombo é tão grande que o governador Arnold Schwarzenegger - sim, o “exterminador do futuro”, aquele mesmo do “Hasta la vista, baby!” - colocou à venda várias prédios públicos, como um estádio e uma cadeia, para tentar minimizar o problema).Problemas financeiros à parte, o certo é que L.A. merece uma visita. Por mais que muitos de seus pontos turísticos mais se pareçam com cenários (a tal Calçada da Fama é coisa para inglês ver), a cidade vai muito além do cinema - embora, não tem jeito, respire cinema. Por isso, uma vez em Los Angeles, vá a todos os lugares que todos os turistas devem ir (a Calçada da Fama, o Teatro Chinês, o Kodak Theatre, a Rodeo Drive, a Hollywood Boulevard, etc). E não se esqueça de que muito além desses lugares, há uma cidade viva (não cenográfica) esperando por você.
PS: para mais informações sobre L.A., clique aqui.
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